Entre as empresas da lista, as mais bem colocadas são WEG (WEGE3), Anhanguera (AEDU11), MRV (MRVE3, Cyrela (CYRE3), Santander (ADRs), Log-In (LOGN3), Petrobras (ADRS) e OGX (OGXP3). De acordo com o banco, os ativos dessas companhias têm potencial de retorno entre 50% e 39%, considerando seus atuais preços-alvo.
Por outro lado, os papéis das brasileiras também têm ampla presença na lista das empresas com os piores retornos estimados. Das 25 empresas, 23 são do País, entre elas Ultrapar (ADRs), Le Lis Blanc (LLIS3), Copel (CPLE6), TIM (ADRs), Redecard (RDCD3), Porto Seguro (PSSA3), Cielo (CIEL3) e Klabin (KLBN4).
De acordo com as estimativas do banco, as ações brasileiras estão sendo negociadas com múltiplo EV/Ebitda em 8,6x, e P/L de 14,5 x.
Múltiplos e estimativas
O Morgan Stanley também oferece uma análise das empresas da região considerando alguns dos principais múltiplos e estimativas para as companhias, como a projeção de crescimento do Ebitda (geração operacional de caixa). Medial (MEDI3), Log-In (LOGN3), Indústrias Romi (ROMI3) e São Martinho (SMTO3) devem se destacar quando analisadas sobre esta ótica, sendo inseridas na relação "Top 25" do Morgan Stanley para empresas latino-americanas, ao contrário de Eletropaulo (ELPL6), que aparece na "Bottom 25" entre ações analisadas pela ótica de crescimento do Ebitda.
Já considerando as estimativas para avanço do lucro por ação, os destaques são Log-In, Indústrias Romi, Iochpe-Maxion (MYPK3), Santander e JHSF (JHSF3). Na outra ponta, Cremer (CREM3), Telesp (ADRs), Petrobras (ADRs), BR Malls (BRML33) e GOL (ADRs).
O banco também lista as top 25 empresas baseado nas estimativas de retorno sobre o patrimônio das empresas latino- americanas. Nessa relação, Redecard, Cielo, AES Tietê (GETI) e Natura (NATU3) são as brasileiras mais bem colocadas (todas entre as 5 primeiras) enquanto BrasilAgro (AGRO3) e SLC Agrícola (SLCE3) aparecem entre as piores empresas, na 134ª e 133ª posição, respectivamente.
Passando aos múltiplos, quando avaliando as companhias da região com base no preço/lucro, Santos Brasil (STBP11), Lojas Americanas (LAME4), Odontoprev (ODPV3) e MMX (MMXM3) aparecem com perspectiva de maior crescimento dos múltiplos, enquanto Sabesp (SBSP3), Copasa (CSMG3), Equatorial (EQTL3) e Gafisa (GFSA3) aparecem na lista de papéis com perspectiva de crescimento menos promissora para o múltiplo.
Já quando os analistas consideram o dividend yield das companhias da região, as empresas brasileiras dominam as listas com a maior e menor porcentagem de dividend yield estimados para 2010. Entre as empresas com maior percentual, as elétricas aparecem em peso: estão na lista do Morgan Stanley Eletrobrás (ELET6), Eletropaulo, AES Tietê, Telesp, Equatorial Energia (EQTL3) e Light (LIGT3), entre outras. Já entre as companhias com menor dividend yield, Fibia (FIBR3), ALL (ALLL11), BrasilAgro e Medial são alguns dos destaques